A Europa aposta no software livre: chega o Euro-Office

Ilustração do Euro-Office: documento, folha de cálculo e apresentação rodeados pelas estrelas europeias, com uma corrente partida de cada lado

Euro-Office: uma suite de escritório livre feita na Europa.

Depois de tantos anos de dependência do software proprietário, a Europa começa a apostar a sério no software livre. Um dos primeiros frutos é o Euro-Office, uma suite de escritório livre que já podes instalar no teu computador.

01 · A Europa procura a sua soberania digital

Administrações, escolas e empresas europeias estão há décadas presas a programas e serviços que não controlam: licenças renovadas todos os anos, formatos fechados e dados guardados fora. Há cada vez mais consenso de que essa dependência tecnológica é um risco, e de que o software livre é a forma de a quebrar.
O Euro-Office é um exemplo dessa mudança: um projeto impulsionado por empresas europeias como a IONOS, a Nextcloud, a XWiki ou a OpenProject para oferecer uma alternativa aberta, auditável e sob controlo europeu.

02 · O ensino galego já o fez há mais de 10 anos

Na Galiza isto não é novo. Com o projeto Abalar, o ensino galego apostou há mais de uma década no software livre nas salas de aula, levando o GNU/Linux e ferramentas livres a milhares de alunos e professores. O Piztu segue essa mesma linha: ferramentas livres, que se podem estudar, modificar e partilhar.

03 · O que é o Euro-Office

  • Processador de texto, folha de cálculo e apresentações num só programa.
  • Compatível com os formatos do Microsoft Office (DOCX, XLSX, PPTX) e com os formatos abertos OpenDocument (ODT, ODS, ODP).
  • Software livre sob a licença AGPLv3, baseado no código do ONLYOFFICE.
  • Disponível para Linux, Windows e macOS.

04 · Como instalar

Descarrega o instalador da última versão do Euro-Office. Em Debian e derivadas (como os computadores com Piztu), escolhe o ficheiro .deb para amd64 e instala-o com duplo clique ou a partir do terminal com sudo apt install ./euro-office-*.deb. Para Windows há um .exe e para Mac um .dmg.

Experimenta o Euro-Office nas tuas aulas: abre um documento que já tenhas e vê como fica. Quanto mais o usarmos, mais forte será a alternativa livre.

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